Quando ligo a TV fico com uma sensação perturbadora. A sensação de que o ser humano deixou de ser. Deixou de sentir. Há uma morbidez em grande parte dos programas que me pergunto se eles realmente são feitos por pessoas, vivas, com valores éticos… humanos.
Zapeando na noite de domingo, deixei alguns minutos no “Repórter Record”. Em menos de dez minutos, cenas fortíssimas: rapazes cheirando cocaína e sendo filmados sem desfoque algum (me arrisco a dizer que foi a primeira “cheirada” em HD da TV brasileira), mães se descabelando em frente as câmeras expondo toda a sua fragilidade…
Em nome da dita realidade, a TV tem escolhido um caminho perverso: a exploração, que também pode ser encarada como uma espécie de prostituição do ser humano. Se escancara não o fato, mas a pessoa. Não o acontecimento, mas a dignidade.
Sinceramente eu não estudo jornalismo pra fazer isso aí.
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