sexta-feira, 8 de abril de 2011

Pequenas grandes coisas

E você voltou.

Nesses últimos meses, sempre pensei nessa possibilidade, por mais remota que ela me parecia. Acho que lá no fundo eu tinha uma pequena certeza de que todas as coisas que aconteceram antes, todos os sentimentos, as ações, os erros, foram meticulosamente impostos pelo destino como uma forma de fazer nós dois amadurecermos.

Sete meses depois, ambos nos sentimos muito mais seguros, temos enfrentado medos e sentimentos ruins, procurado viver momentos legais sem pensar muito no que tudo isso nos reserva. E assim a gente vai vivendo horas que passam como minutos ao telefone, criando encontros casuais quando nosso tempo permite, passando tardes juntas onde trocamos confissões, vivemos alegrias e criamos discussões sem sentido.

A promessa é pensar pouco no futuro e ir vivendo cada um desses momentos. Sem pressa, sem necessidades de provar nada, sem confusões e brigas desnecessárias… O esforço, pelo menos até agora, está valendo a pena como eu nunca imaginei que valeria.

E o que eu posso dizer é que todo dia você tá me fazendo feliz com pequenas coisas. Pequenas coisas que se tornam grandes simplesmente porque é você que faz.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Viver é exercer liquidez

“Fixar-se ao solo não é tão importante se o solo pode ser alcançado e abandonado à vontade, imediatamente ou em pouquíssimo tempo. Por um outro lado, fixar-se muito fortemente, sobrecarregando os laços com compromissos mutuamente vinculantes, pode ser potencialmente prejudicial, dadas as novas oportunidades que surgem em outros lugares” (Zygmund Bauman em Modernidade Líquida)

Modernidade Líquida é uma das obras mais importantes para se entender o papel do cidadão na sociedade dita pós-moderna (e mais que isso, entender de que forma se organiza a vida desse sujeito).

É complicado perceber que hoje em dia, criar laços é tender ao fracasso. Se sentir bem no seu lugar, convivendo no mesmo círculo de amizades e exercendo diariamente as mesmas funções sociais só pode resultar em um ser que perde oportunidades. Fixar-se é deixar de experimentar ideias novas, conceitos novos e ambientes novos.

Se a propriedade que melhor exemplifica a vida atual é a liquidez, seria essencial adotar um estilo de vida cada vez menos fixo, relações mais voláteis e mais adaptáveis e atividades menos recorrentes. Também é preciso saber a hora de largar tudo e arriscar, afinal nos riscos se esconde um novo mundo.

Novo mundo que, possivelmente, não será mais fácil (ou melhor) que o velho que você deixou para trás…

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Reflexão

Eu preciso voltar a falar de mim. Me faz um bem danado e ainda abre possibilidade para um auto-conhecimento que eu não consigo fazer mentalmente. É engraçado, mas parece que depois que eu coloco no papel – ou na tela – as coisas passam a fazer um sentido maior aqui dentro. Talvez seja coisa de quem sempre passou a vida se expressando por meio de palavras escritas e raramente realmente dizia alguma coisa.

Pois bem, estou em um momento estranho. Tenho tido uma série de problemas para me aceitar da maneira como sou – seja minha maneira de agir perante as situações, seja na maneira com que me vejo quando olho no espelho. Sabe quando aqueles defeitos particulares seus que sempre caminharam lado a lado com você despertam a macabra ideia de serem arrancados com as mãos de forma visceral?

E eu nem me refiro somente aos defeitos físicos não. Aqueles defeitos de ideias, defeitos da alma, defeitos no agir, também causam esse tipo de sensação.

É engraçado porque quando reflito sobre isso – nem que seja por dez minutos – me dá um ânimo, não sei vindo de que lugar, que me faz pensar na minha força, na minha capacidade e no quanto eu orgulho de ser assim.

Ser assim.

Mas, assim como?

Assim, meio confuso, extremamente reflexivo e muito auto-sabotador.

Acho que eu estou tão confuso, que esse texto é mais sem noção do que qualquer outra coisa publicada aqui. Devo apagar?

Acho que não, seria ainda mais frustrante.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Repetição

Quanto mais eu imagino que passou, mais tudo parece vívido na minha cabeça.

E eu choro com sua lembrança.

Eu choro.

Eu lembro.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Mariana

As vezes eu fico me perguntando o que seria de mim sem a Mari. É engraçado pensar assim, desse jeito meio dependente e carente em demasia, como aquele que vê no outro um pedaço do que ele próprio é. Mas é a mais pura verdade. Não dá mais pra pensar minha vida longe da sua.

E é engraçado isso, porque é algo inédito pra mim. Sempre fui bem cauteloso com as pessoas (talvez até demais), o que me fez sempre adotar uma postura contida e pouco reveladora para com meus amigos. Mas a Mari me passa uma segurança tão grande, uma sensação de conforto tão prazerosa, que eu não temo mostrar aquilo que eu sou, o que penso, o que estou sentindo.

E não há mais segredos entre a gente. Até aqueles pensamentos que ousamos esconder por parecer malucos demais para ser proferidos acabam ganhando tom – seja com uma longa risada ou um olhar de reprovação após. E você me dá a garantia de que se eu estiver próximo do surto, você vai balançar minha cabeça rápido me pedindo pra voltar a realidade. E se eu estiver triste e me sentindo sozinho, você vai pedir pra que eu abandone tudo e vai me acompanhar por aí, por qualquer lugar que seja – nem que isso envolva andar quilômetros por ruas escuras em uma madrugada qualquer.

E eu te admiro tanto… Você superou sentimentos e momentos que eu nem sonho em saber como é. E você esta aí, forte, cheia de convicções e vontades – e enfrenta todos eles cada dia mais. Acho que nunca te disse isso, mas eu me espelho muito em você. Cresci muito tendo você ao meu lado. E, mais que isso, me tornei um ser humano melhor com o seu convívio.

Eu só diria pra você que é muito bom não estar mais sozinho nesse cruel e vil mundo de homens cheios de aparências e carente de essências. E eu me sinto um sortudo por isso.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Acaso

Sabe a história do falling slowly? Pois é, estranho. É mesmo engraçado essas coisas que acontecem com o coração da gente. Numa hora ele é dilacerado, noutra hora a gente dilacera o coração alheio, pra momento depois alguém aparecer e consertar o nosso. Claro que acaba sendo igual colar um vaso quebrado com alguma super cola. Fica até bonito de longe, mas todas as marcas ficam lá, insistindo em nos lembrar de tudo o que aconteceu.

E quando a gente menos espera as coisas mudam.

E essa mudança tem nome, sobrenome, endereço. E me conforta, me alegra, me guia, me inspira. Faz com que as mais simples discussões, conversas e confidências se tornem momentos em que dois seres humanos se expõe em sua essência. Consigo te sentir daqui, saber o que você pensa, como age, como sonha e pensa o mundo, do que não gosta… e tento mentalizar tudo rápido, contando nos dedos, tudo pra não esquecer de algo importante lá na frente.

Lá na frente… Semanas atrás pensar nisso era tão estranho. Agora parece tão… natural. E eu fico aqui desenhando situações com o meu imaginário, de uma maneira tão estranha, que quase me pego fazendo movimentos com as mãos no ar. Parece que quanto mais intenso for minha certeza da infinitude, mais claras serão minhas imaginações.

Eu só quero – mesmo – que isso ainda reserve boas surpresas pra gente. E que lá na frente possamos olhar pra tudo o que aconteceu nos últimos anos enquanto rimos, sua cabeça deitada no meu colo, olhares trocados de forma incisiva, sorrisos sem dizer nada.

Só tendo a certeza de que nada é por acaso.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

O que vi, ouvi, li e joguei na década

Já que todo mundo tá fazendo isso, resolvi fazer um Top 3 de tudo o que ouvi/li/joguei/vi nesses últimos dez anos. E cara, passou rápido demais!

O que eu vi

3. Marcas da Violência (A History of Violence) – David Cronenberg (2005)

Cronenberg é sádico, viril e até mesmo violento. E é assim que Marcas da Violência é. Mostra, ora com delicadeza, ora com extremo impacto, como a violência é um valor inerente ao ser humano e como ela pode não só ser compreendida, mas deve ser aceita.  Em um nível mais profundo, o roteiro mostra que é necessário ser violento. Cronenberg conseguiu dar um tom doloroso ao filme que fica meio impossível de não se sentir incomodado. A construção dos personagens é tão milimetricamente pensada, que influencia a empatia do espectador para com os eles. E olha que são grandes personagens, encabeçado por um Viggo Mortensen inspiradíssimo.

2. Closer – Perto Demais (Closer) – Mike Nichols (2004)

Taí o filme essencial para entender as relações na época onde vivemos. É talvez a obra mais intimista de Nichols – e também aquele que mais consegue fazer refletir. E olha que tinha tudo para se tornar apenas um cinemão, graças ao elenco recheado de estrelas. Natalie Portman está emblemática e sensual na medida exata. Clive Owen amargurado e dolorido de uma maneira ímpar. E o final ainda guarda a cena mais simples e bela da década (ah, e ainda tem Damien Rice para arrancar lágrimas no fim).

1. Sobre meninos e lobos – (Mystic River) – Clint Eastwood (2003)

Taí um filme que me marcou pra caramba. Lembro que assisti meio que ao acaso e sem grandes pretensões. Logo nos primeiros dez minutos, não tem como não se prender a história dolorosa, íntima e brutal. As atuações de Sean Penn e Tim Robbins estão incríveis, na medida exata, sem exageros. O filme consegue enveredar pelo suspense sem se tornar um drama comum – coisa que só o mestre Eastwood pode conseguir. É o filme da década pra mim porque conseguiu me fazer refletir, me fazer pensar e continuar na minha lembrança até hoje – mesmo cinco anos após eu tê-lo assistido.

O que eu li

3. 1822 – Laurentino Gomes

Sim, eu adoro história. E história do Brasil ainda mais. E esse livro tem uma fluência tão incrível que eu fico me perguntando de onde o Laurentino Gomes conseguiu tirar tanta inspiração. É um livro longo, uma leitura de fôlego detalhada e reveladora, mas ao mesmo tempo consegue ser cômica e adquirir ares de livro de aventura. Brilhante.

2. Poemas Completos de Alberto Caeiro – Fernando Pessoa

Eu sempre gostei de Fernando Pessoa, mas nunca tinha lido a fundo sua obra. Em 2007 li o tal Poemas Completos de Alberto Caeiro, uma obra que mostra toda a sabedoria do mais completo dos heterônimos de Pessoa. Caeiro consegue oferecer uma linguagem simples – tão fluente que parece próximo da oralidade. Isso sem esquecer que ele consegue ser intimista e inspirador – algo muito próprio do Fernando Pessoa.

Não tenho ambições nem desejos. 
Ser poeta não é ambição minha. 
É a minha maneira de estar sozinho.

1. Angústia – Graciliano Ramos

Outro livro antigo, mas que só tive a oportunidade de ler em 2005. Aqui é possível evidenciar todo o estilo Graciliano de escrever. Só que ao contrário do extremamente direto Vidas Secas, em Angústia o autor conseguiu ser mais intimista e psicológico. O personagem principal é tão doído e humano que em meio a minha leitura se confundia com minha própria pessoa. Mudou minha maneira de ver o mundo – e me fez pensar sobre o rumo que eu estava dando pra minha existência.

O que eu ouvi

3. Rascal Flatts – Me and My Gang (2006)

Sim, eu gosto de Country americano. E sim, eu encontrei o Rascal Flatts ao acaso. E essa simpática (na falta de um adjetivo melhor) banda me cativou com suas letras otimistas – flertando com o gospel tamanha é a positividade de algumas composições. Só que o Me and My Gang tem uma inquietude dolorosa que me conquistou. É o álbum mais maduro e mais completo deles, mostrando todo o belíssimo trabalho vocal do Gary Le Vox.

If it's cold outside… show the world the warmth of your smile

2. Snow Patrol – Eyes Open (2006)

Outra obra de 2006, outro álbum que me marcou ao extremo. É engraçado pensar que Snow Patrol nem existia na minha vida antes de 2007. Hoje, não dá mais pra viver sem. É a minha banda favorita, aquilo que me toca intimamente, aquilo que me faz sentir mais feliz. Música para os momentos tristes e também pra quando eu preciso apenas cantarolar alguma coisa. Snow Patrol diz muito sobre quem sou.

1. Dixie Chicks – Top of the World Tour (2003)

Esse álbum é curioso. Só ouvi ele em 2008, de forma extremamente tardia. Naquela época, as Dixie Chicks já andavam mal das pernas e próximas de deixar de existir (o que realmente acabou acontecendo). Só que isso de forma alguma isso minimizou a emoção que é ouvir esse álbum. Para quem não sabe, ele foi gravado ao vivo, na tal polêmica turnê Top of the World, que acabou provocando uma verdadeira cruzada contra o grupo (se quer saber mais, veja o documentário Shut Up and Sing). Cada uma das canções recebeu um cuidado super especial com os arranjos, para evidenciar o trabalho de voz de Natalie Maines – conseguindo transmitir uma emoção incrível. É um álbum para apagar a luz do quarto, colocá-lo pra tocar e deixar a mente cuidar do resto.

 

O que eu joguei

3. Beyond Good & Evil – Ubisoft – GameCube - 2003

Esse é um daqueles games que dá orgulho de jogar, mesmo sendo curto demais. Mistura uma história fantasiosa cheia de referências, um excelente visual, uma personagem principal carismática, filosofia, história e ética. Essa mistura toda poderia soar pretenciosa – e realmente o é – mas BG&E é tão bom, bem projetado e perturbador que vale cada minuto.

2. Resident Evil 4 – Capcom – GameCube – 2005

Se existe um game de ação mais inspirado que esse, eu desconheço. A Capcom conseguiu oferecer uma história bem interessante (apesar de simples), uma ambientação soberba, desafio na medida e uma jogabilidade simplesmente fantástica. Aliás, vale lembrar, RE4 ganhou versões para todo e qualquer console da época, inclusive uma versão cheia de extras para o Wii que é simplesmente imperdível

1. Super Mario Galaxy 2 – Nintendo - Wii – 2010

Sim, ele é o game da década. Polêmico? Talvez. Mas esse foi o game que me fez jogar do início ao fim com um grande sorriso estampado no rosto – e olha que enquanto jogava ele, alguns problemas me fizeram ter a sensação de que o mundo iria cair sobre a minha cabeça. Esse é o game mais inspirado, inventivo, completo e divertido que eu já joguei.
E nesses dez anos não teve ninguém que sequer chegou perto.

5 coisas que levarei de 2010

 

1. Eu sou forte, mesmo que insista pensar que não sou - Passar por uma cirurgia, ser internado duas vezes, ter suspeita de dengue e crise de gastrite. Ser humilhado pelos pais, sofrer com um relacionamento que te fez parecer um idiota. A pressão do TCC, a luta contra a saudade, contra a depressão e contra ao desanimo. E eu venci. Passei por tudo. Acho que esse é o tipo de coisa que não se quer ter que passar novamente, mas não reclamo de ter sido "obrigado" a viver tudo isso. Me mostrou a força que eu tenho e nem sabia onde estava. Eu sou forte. Legal.

2. Eu tenho amigos incríveis - Tudo o que eu passei esse ano, as dificuldades que enfrentei, os problemas que surgiram... se não fossem o empenho e a presença dos meus amigos, acho que não teria resistido. E olha que isso tudo é algo meio inédito. Nunca tive pessoas tão próximas, compartilhando minhas dores, minhas angustias, minhas preocupações. E isso é a MELHOR COISA DO MUNDO.

3. Ser transparente muda tudo - Ah como é bom mostrar para as pessoas o que você realmente é. Para muitos isso é uma missão quase impossível, mas pra mim foi plenamente passível de exercício esse ano. Fui transparente com meus pais, com meus amigos, com meus colegas. E todo mundo pode conhecer um pouquinho mais do Gustavo - e perceber que ele não é assim tão estranho quanto aparenta ser.

4. Meu sorriso na verdade é uma defesa - As pessoas sempre comentam que eu passo os dias sorrindo. E que meus sorrisos são profundamente longos e reconhecíveis. Mas o que ninguém sabe é que permaneci 2010 sorrindo o tempo todo sem ter nenhum motivo para isso. Assim, percebi que sorrir é uma defesa. Com um sorriso estampado no rosto, maquio o que mais me dói - a minha completa insatisfação com tudo.

5. Amar dói - Esse ano em vivi o maior amor da minha curta vida. Sim, eu nunca amei tanto uma pessoa como esse ano. E sim, eu sofri muito com isso. Acho que essa experiência fez com esse ano que 2010 fosse um ano onde eu pudesse finalmente perceber que, apesar de todo mundo procurar insistentemente, encontrar alguém que corresponda aos seus sentimentos é quase impossível. E que esse tal de amor é desleal, dolorido e machuca.

Que venha 2011!

domingo, 26 de dezembro de 2010

“Meu coração tem mania de amor”

Eu não quero e não peço/ Para o meu coração/ Nada além de uma linda ilusão

Hoje estou num daqueles dias onde a cabeça está cheia. Possibilidades me “inundam” por todos os lados, a expectativa para com o futuro me deixa ansioso por demais e esse coração insiste em não se acalmar.

Lembra que eu disse, que à lá Paulinho da Viola, meu coração tem mania de amor? Pois é, parece que ele insiste em continuar amando, intensamente, dolorosamente. E eu fico como um refém desses sentimentos todos. Curioso é que não sei quem estou amando…

Acho que estou amando amar.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Ao meu amigo

Eu queria muito poder ser mais próximo de você.

E eu tento, todo dia. Me abro ao máximo, conto meus problemas, minhas angústias, minhas dúvidas.

Eu sei que você é diferente de mim e que isso por si só justifica seu jeito mais fechado e individualista… Mas poxa, eu peço tanto pra você deixar uma fresta aperta pra que eu possa entrar… Só uma. Umazinha…

E eu fico aqui sem saber como agir. Você me afasta da sua vida, talvez por estar vivendo em um lugar novo, cheio de novos amigos fisicamente perto, cheio de coisas pra fazer, pessoas pra conhecer e novas preocupações… Mas é complicado ver que eu fui olimpicamente deixado de lado – de uma maneira que só de olhar pra trás e ver como era antes, dói pra caramba.

Não estou cobrando, muito menos pedindo para que você mude. Eu só queria desabafar. As coisas nunca mais vão ser como antigamente, eu sei. Nós dois mudamos muito nos últimos meses… Mas eu, pode ter certeza disso, sempre vou continuar com aquela frustração de não ter conseguido vencer a barreira que te separa de mim.

Eu fracassei.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Confusão

Hoje eu estou sentindo uma vontade incrível de gritar. Aí você pode me perguntar: gritar por que? E eu te responderia balançando a cabeça rápido, como quem está mais confuso do que o normal.

O fato é que esses últimos dias voltaram a ser complicados. Tenho voltado a me sentir muito sozinho, irremediavelmente triste e sem muita vontade de lutar pelas coisas que eu sei que preciso lutar. Isso é bem complicado, principalmente agora, talvez o maior momento de mudança em todos esses 21 anos.

Isso me fez lembrar uma coisa. Certo dia minha psicóloga me perguntou porque eu lutava tanto pra parecer triste. Fiquei tão chateado que troquei de profissional e saí esbravejando do consultório. Me atacar desse jeito não ajudaria, foi o que eu pensei na hora. Mas hoje eu vejo que abandonei ela justamente porque ela matou a charada.

Sou eu que luto pra ser assim. E eu preciso parar de lutar. Nesse ponto, eu preciso.

Confuso não?

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Repeat

Depois de vários meses catando os pedaços, parece que finalmente é hora de colar. Não vai ficar tão bonito quanto antes. Vai deixar marcas. A cola não é boa.

Mas eu simplesmente preciso fazer. É hora do recomeço

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Ouvir/ sentir

Esses últimos dias me trouxeram fortes emoções. Não consigo parar de ouvir os singles natalinos de duas das minhas bandas preferidas: Coldplay e The Killers. Sim, eu ainda sou aqueles que se emociona com músicas que tentam dizer algo - e mais que isso, consigo fazer elas me transformarem de alguma forma. Eu sei que isso é estranho, mas esse sou eu.

Entre as duas, gostei muito de Boots, do The Killers. Ah, Brandon Flowers, como você consegue me encantar tanto einh? E mais que isso, como consegue tocar esse coração inconstante e inquieto? Fato é que meu Natal já tem trilha sonora. E ela diz tudo sobre mim, sobre o momento, sobre meu coração. Ela diz tudo.

I soften my heart,
Shocked the world.
Do you hear my voice?
Do you know my name?
Light my way,
Lift my head.
Light my way




Essa foi a 100ª postagem aqui no Pensamentos Compartilhados.

domingo, 28 de novembro de 2010

A experiência do TCC

Eu costumo dizer que algumas coisas que aconteceram nesse curso vão ficar pra sempre na minha cabeça. Uma delas é a relação de respeito e de diálogo que desenvolvi com um dos meus professores, o Beto della Santa, que acabou me orientando nesse TCC. E após esse trabalho, acho que muita coisa pode (e deve) ser dita.

Conheci o Beto logo quando ele chegou a UEL. Uma das primeiras (se não a primeira) turma para qual ele lecionou foi a nossa. E na mesma hora me encantei com aquele jeito diferenciado de conduzir uma aula. Questionador, incisivo, desafiador. Não é todo mundo que gosta de ser confrontado assim, sem mais ou menos, sem motivo aparente. Só que com o tempo você percebe que esse tipo de conhecimento que resulta da aula dele é o mais importante. Esse conhecimento não é repassado, ele é construído.

Em cada aula de Comunicação e Cultura, eu absorvia um pouco mais, crescia um pouco mais. Questionamentos inundavam minha cabeça de uma maneira potencialmente inédita. E isso acabou contribuindo de forma decisiva pra esse trabalho de conclusão de curso.

E essa vontade de pensar o mundo de maneira crítica não acaba por aqui. Sei que ainda tenho muito pra aprender, muito no qual acreditar, muito o que confrontar, criticar, pensar. E isso vai continuar acontecendo. Pode apostar.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

UEL – O início

Amanhã é o último dia importante desses mais de 1000 que passei na UEL. Pode parecer que passou rápido, mas nesses quatro anos eu vivi tanta coisa… mudei tanto… cresci tanto… aprendi tanto… É engraçado como tudo é um processo, e na verdade você pouco percebe no dia a dia o quanto aquilo de trouxe de novo. Só que se você parar pra pensar e pra avaliar, vc percebe que hoje é uma outra pessoa – muito diferente daquele poço de insegurança que conquistou aquela vaga na UEL em 2007.

Era um menino bobo, inocente e principalmente sonhador aquele que adentrou os limites do CECA. Me lembro bem que não sabia onde era nada, absolutamente nada. Era a primeira vez que eu estava ali. No primeiro momento, perguntei pro Seu Luís onde era a sala de aula do primeiro ano. Sempre atencioso ele me explicou direitinho, tanto que consegui chegar lá sem maiores problemas. Na porta encontro o Adam encostado, com um semblante apreensivo. Puxei assunto e ficamos por um tempo conversando. Logo chegou o César, Márcia, Felipe, Thais, Kiki, Henrique… e tantos outros.

Lembro bem que eu tinha uma vontade imensa de conhecer todo mundo, saber o cada um pensava, como agia, o que esperava. Mas eu era tão tímido q só troquei meia dúzia de palavras com alguns (poucos) colegas de sala. A primeira aula foi da Maria Helena, que ainda conservava o jeito bravo e disciplinador das professoras da época do colégio. Sentei entre a Kiki e a Thais. Lembro que as duas me encantaram rapidamente. Sabia que ali estavam duas grandes amigas… e não me enganei.

É estranho porque logo depois veio o trote… e eu raramente lembro dos momentos em que ele aconteceu. Deve ser culpa da minha memória seletiva, sei lá. Só lembro que foi ruim, mas não sei ao certo porque.

Esse meu primeiro ano na UEL foi horrível, salvo raras exceções. Eu me sentia muito inferior ao resto do pessoal, tinha problemas com meu jeito, minha aparência e principalmente minha capacidade. Foi só lá no final do ano que as coisas mudaram… Lembro claramente da Karen Debértolis elogiando um texto meu e dizendo que eu escrevia direitinho pro jornalismo. Cara, aquele foi meu primeiro elogio em todo o primeiro ano – e olha que eu me esforcei muito pra merecer ele…

No final do ano, um baque. A Kiki resolveu abandonar o curso. Não era o que ela queria, ela estava infeliz. E eu não poderia se egoísta a ponto de pedir pra ela ficar. E olha que eu fiz o que eu pude: trabalhos, matérias, tentava animá-la, jogar conversa fora, andar pelo calçadão da UEL à toa… qualquer coisa. E nada surtiu muito efeito. (O bom é saber que hoje ela está feliz – o que também me faz muito feliz).

E é tão bom ver onde aquele menino que não conhecia nada da vida chegou… Meu, sou alguém completamente diferente hoje… e no melhor sentido que essa expressão pode ter. Apesar da vida estafante e dos problemas constantes, não troco essa personalidade construída ao longo desses anos por nada. A UEL me deixou muitas marcas. E eu vou lembrar com carinho de todas elas pra sempre.

sábado, 20 de novembro de 2010

Nova vida

Já pensou acordar hoje com uma nova vida? Esse é meu maior desejo, todos os dias. Não que minha vida seja uma completa inutilidade, não é isso. É que os problemas tem suplantado tanto o restante, que eu acabo nem enxergando direito tudo de legal que acaba acontecendo. As vezes eu penso que se acordasse vivendo uma nova vida, ela seria menos desleal do que essa que eu vivo agora.

Mas aí eu penso: vivendo uma outra vida, não seria esse Gustavo também. E o que eu sou, não troco por nada.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Esse é o Gustavo repensando sua vida de novo…

E os momentos de mudança que estão a caminho insistem em me deixar com um uma expectativa desleal nas costas. Confesso que nos últimos dias tenho tentado não pensar muito nisso… mas a tristeza no fim do dia vem me lembrar que ao mesmo tempo em que eu tenho tanta coisa pra buscar nos próximos meses eu não tenho quase nada de energia para lutar por tudo isso.

Esse fim de semana comecei a ver The Big C, a grande estreia do Showtime nessa temporada. E olha, não sei se de uma forma positiva ou negativa (preciso avaliar ainda) me fez pensar na vida como há muito tempo eu nem sequer me atrevia a pensar.

É incrível como em um instante tudo pode deixar de existir ou ganhar novos contornos. Com uma simples notícia, nossas convicções, nossas necessidades, nossas vontades… tudo pode mudar de forma, de função, de jeito. E aí a gente fica a mercê do destino, mesmo tendo uma certa possibilidade de alterar os acontecimentos aqui e ali. Mas o frustrante é pensar que a maior parte do que acontece a nossa volta não admite o nosso esforço ou empenho. Parece que está fadado a acontecer de determinada maneira, independente de qualquer ação.

E eu me sinto fraco. Muito fraco. Na minha cabeça, sei direitinho o que quero e preciso fazer. Mas na prática nada disso acaba acontecendo… e eu não tenho vontade alguma de fazer tudo isso se tornar realidade. Eu sei que preciso, que a vida é feita de ciclos, de momentos, de fases.

Nesse momento fecho meus olhos e torço pra acordar amanhã cheio de força. Quem sabe um milagre aconteça?

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Depressão pós TCC

Tá, entreguei meu TCC na terça-feira. E eu pensei que com isso ia ficar tudo bem e eu finalmente me livraria do pessimismo que se abateu sobre minha pessoa. Mas isso foi um grande, enorme e irremediável engano. Nada do que eu sentia simplesmente deixou de existir com a simples entrega daquele calhamaço de papel em três vias.

Aí eu tenho algumas hipóteses. Primeiro, a hipótese mais dolorida de todas: eu sou um sujeito infeliz e as chances de isso deixar de existir são cada vez menores. A cada dia, e amanhã um pouco mais que hoje, sinto que sou… infeliz.

Eu tenho aqui dentro uma vontade incrível de me tornar feliz. Talvez por isso seja possível que um dia esse cenário seja pintado de uma forma diferente. Mas por enquanto é inviável, totalmente inviável.

Acho que as postagens desse blog tem se tornando repetitivas. Ou eu pinto outro quadro, ou tudo vai se tornar tão cinza que já não será mais possível colorir de novo…

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Futuro

Sinceramente, eu não sei o que eu mais espero da minha vida agora pra frente. Surge uma possibilidade de trabalhar fora… meu coração aperta de saudade dos meus amigos. Surge uma oportunidade aqui… meu coração aperta por ter que continuar a viver com lembranças ruins. Aí eu fico pensando se realmente o melhor a se fazer não seja aproveitar os momentos e deixar que as coisas fluam, sem forçar nenhum acontecimento em particular.

O futuro é uma coisa desleal. Se você não pensa nele, o danado chega rápido e te culpa por não ter planejado. Se você pensa demais, ele nunca chega e você fica com a sensação de que na verdade ele nunca vai chegar.

O segredo é dosar a energia que se emprega nas coisas. E hoje tô sabendo dosar nada. Ou me preocupo demais ou me esqueço. Logo isso muda e eu aprendo… ou não.

Sou confuso né?

sábado, 23 de outubro de 2010

Diária

Como é bom poder rir depois de muitos dias carrancudos e cheios de problemas! Ontem fomos ao Shopping; eu, Maiara, Mariana e Rodrigo. A tratante da Celly não quis nos acompanhar. Perdeu uma noite das mais divertidas, recheadas de bons momentos, boas piadas e confissões desnecessárias. Mas sabe o que me fez realmente bem? Ver como eu e a Mariana estamos em sintonia. Parece coisa de outro mundo, não dá muito pra explicar. Ela já adivinha o que eu penso, olha pra mim e ri descontroladamente, sem que seja necessário eu dizer uma só palavra. Incrível não?

O complicado é ter que ficar em casa o fim de semana todo enquanto uma das minhas bandas favoritas toca por aqui. Vou perder Pato Fu, mas vou ganhar (pelo menos espero) a tranquilidade de ter um TCC quase pronto.

É isso aí, e vamos que vamos!

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Saudade

Sentir saudade é algo que me irrita. Nunca quis me apegar muito a pessoas e situações, apesar que sempre me parece que estou apegado demais. Fazer o que se sou assim? Nem adianta ficar me cobrando muito. É ilusão achar que consigo mudar o que sou, o que penso e principalmente o que sinto… O fato é que sentir saudade tem me corroído por dentro.

Um amigo certa vez me disse que quando temos saudade de algo é bom sinal. É sinal de que realmente vivemos o que tínhamos pra viver. E é sinal de que essa experiência que gera saudade vai sempre nos orientar por aí  pela vida.

Aí eu fico me questionando: tudo e todos realmente tem o poder de nos mudar? Será que uma simples saudade é sinal de que estamos diferentes?

Pior é sentir saudade daquilo que não se quer sentir saudade. Aí as mãos suam, o coração dispara e você tenta desviar o pensamento rápido, como se desse pra controlar.

Tola ilusão. Saudade não dá pra prever ou controlar.

Saudade só dá pra sentir.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Fim

Ele andava rápido pela rua. Tão rápido que o toque do sapato no cimento fazia um barulho alto, de um jeito que chamava a atenção de todo mundo. Mas ele não parava. Na verdade ele mal percebia que estava chamando a atenção de tanta gente assim. Ele não sabia que estava chamando a atenção.

No semblante, ele trazia a dor de quem acabara de superar um dos momentos mais ruins de sua curta vida. Curta, porque ele não aparentava ter mais que vinte anos.

Seu caminho parecia estar longe. A velocidade do seu andar era tão grande, que era possível ver a tensão de suas pernas, perto da estafa muscular. Mas ele simplesmente não percebia. Ele tinha um lugar pra chegar. E era importante. Muito importante.

E foi então que ele correu o mais rápido que pode. Tão rápido que as lágrimas que agora caíam de seus olhos saltavam com voracidade, como um ser com vida própria que queria abandonar aquele corpo.

A dor parecia insuportável. Tão insuportável que ele caiu. Sentiu o mundo girar, empalidecer, fugir da frente dos seus olhos. As vozes e os gritos de socorro ao seu lado pareciam tão longe… e ele tinha a sensação de estar dormindo. E o sono foi ficando profundo… profundo…

E a dor, toda essa dor que ele sentia terminou. Era o fim. Sentiu o corpo pleno. Pronto, terminou.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Medo da eternidade

Geralmente eu não coloco nenhum texto de terceiros aqui. Mas como é Clarice Lispector, não se trata de terceiros. É primeiro. Primeiríssima. E isso não sai da minha cabeça a dias. E acho que não vai sair da sua.

Jamais esquecerei o meu aflitivo e dramático contato com a eternidade.
Quando eu era muito pequena ainda não tinha provado chicles e mesmo em Recife falava-se pouco deles. Eu nem sabia bem de que espécie de bala ou bombom se tratava. Mesmo o dinheiro que eu tinha não dava para comprar: com o mesmo dinheiro eu lucraria não sei quantas balas.
Afinal minha irmã juntou dinheiro, comprou e ao sairmos de casa para a escola me explicou:
- Como não acaba? - Parei um instante na rua, perplexa.
- Não acaba nunca, e pronto.
- Eu estava boba: parecia-me ter sido transportada para o reino de histórias de príncipes e fadas. Peguei a pequena pastilha cor-de-rosa que representava o elixir do longo prazer. Examinei-a, quase não podia acreditar no milagre. Eu que, como outras crianças, às vezes tirava da boca uma bala ainda inteira, para chupar depois, só para fazê-la durar mais. E eis-me com aquela coisa cor-de-rosa, de aparência tão inocente, tornando possível o mundo impossível do qual já começara a me dar conta.
- Com delicadeza, terminei afinal pondo o chicle na boca.
- E agora que é que eu faço? - Perguntei para não errar no ritual que certamente deveira haver.
- Agora chupe o chicle para ir gostando do docinho dele, e só depois que passar o gosto você começa a mastigar. E aí mastiga a vida inteira. A menos que você perca, eu já perdi vários.
- Perder a eternidade? Nunca.
O adocicado do chicle era bonzinho, não podia dizer que era ótimo. E, ainda perplexa, encaminhávamo-nos para a escola.
- Acabou-se o docinho. E agora?
- Agora mastigue para sempre.
Assustei-me, não saberia dizer por quê. Comecei a mastigar e em breve tinha na boca aquele puxa-puxa cinzento de borracha que não tinha gosto de nada. Mastigava, mastigava. Mas me sentia contrafeita. Na verdade eu não estava gostando do gosto. E a vantagem de ser bala eterna me enchia de uma espécie de medo, como se tem diante da idéia de eternidade ou de infinito.
Eu não quis confessar que não estava à altura da eternidade. Que só me dava aflição. Enquanto isso, eu mastigava obedientemente, sem parar.
Até que não suportei mais, e, atrevessando o portão da escola, dei um jeito de o chicle mastigado cair no chão de areia.
- Olha só o que me aconteceu! - Disse eu em fingidos espanto e tristeza. - Agora não posso mastigar mais! A bala acabou!
- Já lhe disse - repetiu minha irmã - que ela não acaba nunca. Mas a gente às vezes perde. Até de noite a gente pode ir mastigando, mas para não engolir no sono a gente prega o chicle na cama. Não fique triste, um dia lhe dou outro, e esse você não perderá.
Eu estava envergonhada diante da bondade de minha irmã, envergonhada da mentira que pregara dizendo que o chicle caíra na boca por acaso.
Mas aliviada. Sem o peso da eternidade sobre mim.

“Você está perdido”

Acho que fazia tempo que alguém não fazia uma leitura tão sensata do momento em que estou vivendo. Eu estou perdido, e não há sinônimo que descreva esse momento de outra forma tão próxima do real. A grande questão é: o que fazer pra me reencontrar?

Esperar resultado rápido através de uma fórmula pronta não é lá muito coerente – e mais que isso, é perigoso. Conviver com a dor de uma segunda frustração pode me impedir ainda mais de me recuperar. Mas então, qual é a saída?

Talvez a saída seja fechar os olhos e sentir a queda. Não deve ser tão ruim assim. E dizem que a paisagem é linda.

Vou experimentar

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Dedicatória

Olhando o céu nessas noites claras, percebo o quão triste pode ser comtemplar o infinito. E o quão triste é perceber que se está só.

Só que o dia nasce, o sol aparece e você percebe que na verdade tem um mundo lá fora, cheio de gente importante pra conviver.

Acho que estou meio descrente com o mundo e nesse meio tempo tenho menosprezado tanta gente importante que tem feito meus dias mais suportáveis. Acho que esse pequeno texto vai pra vocês: Celly, Mariana, Ione, Rafael, Sérgio e Oscar. Cada um do seu jeito, da sua maneira, com sua personalidade, tem feito o dia ser menos frustrante.

Vocês estão me fazendo acreditar que eu posso – e mereço – ser feliz. Que essa maré vai passar, que o dia vai ser cada dia mais bonito e que lá no fim as noites nem vão ser tão escuras e frias assim.

E nessa hora comtemplar o infinito não será sinal de solidão. Será sinal de que há um universo grande lá fora, prontinho pra ser vivido.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Um novo Gustavo?

Tentar me definir é um convite para a injustiça. E tentar perceber o que está mudando comigo é ainda mais injusto. É tudo um processo, longo, doloroso e difícil.

Acho que hoje me definiria como alguém forte, decidido e muito honesto. Nunca deixei de falar aquilo que senti ou pensei e nunca deixei de aconselhar, falar o que é preciso olhando nos olhos. Essa sinceridade é algo meu, tão inerente a minha personalidade que algumas vezes exijo isso em igual intensidade dos outros. E exigir qualquer coisa de qualquer pessoa não é uma atitude honesta.

Sabe, eu gosto tanto de receber carinho, demonstrações de afeto e preocupação que algumas vezes balanço os braços por dentro, de uma forma ritmada, só pra chamar sua atenção. E é incrível como essa carência quase que diária me deixa com uma sensação dualista de ora achar que sou infeliz, ora achar que é somente solidão mesmo.

Eu preciso de um tempo pra colocar as ideias no lugar, olhar firmemente para o espelho e sentir novamente orgulho da vida que vou levando. Atualmente as coisas se complicaram tanto e se tornaram tão pesadas pra se carregar, que encarar o próprio rosto não é uma tarefa fácil. É decepcionante olhar e ver que você se tornou isso aí, nem de longe o idealizado nos pensamentos sonhadores que sempre povoaram a minha cabeça. Ser um perdedor nunca foi minha vocação. Ou pelo menos eu achava que não era.

Não sou mais religioso, não sou mais bobo, não sou mais negociador, sou mais forte, sou mais corajoso, sou mais verdadeiro, sou mais infeliz, sou mais culpado, sou mais decepcionado, sou mais cansado, sou mais fragmentado, sou menos frágil, sou mais exigente e não sou mais emocional.

Espero que nasça, finalmente, um Gustavo racional.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Faz tantas luas que eu espero…

Caramba, onde está o real motivo pra continuar vivendo?

Desde que tirei todas as carapaças, todas as capas que me envolviam, sinto que muita gente se surpreendeu negativamente. E é lógico que estou falando especialmente da minha família. Meus irmãos não falam mais comigo, meus pais me encaram com aquele olhar amargurado e me suplicam para não os faça passar vergonha... Dói. Dói tanto que chorar se tornou rotina e meu comportamento bipolar se tornou rotineiro.

Me sinto profundamente cansado, com um peso nas costas tão grande, que eu mal consigo erguer os olhos pra olhar o que tem ao meu redor. E assim me torno uma pessoa egoísta, imbecil, grosseira, muito diferente do que eu sempre fui. Penso muitas vezes que se eu não sair esgoelando por aí, minhas entranhas vão se sentir tão incomodadas dentro de mim que vão sair pra fora com voracidade, sem me dar qualquer chance pra auto controle.

E sabe, faz tantas luas que eu espero que as coisas mudem na minha vida. Eu sou um cara muito sonhador… eu diria que sonhador demais. Preciso firmar o pé no chão e entender que na maioria das vezes as pessoas simplesmente não vão fazer esforço pra te compreender. Por isso, o melhor é manter um pouco de você escondido. Aquele pouco que por mais que você não ache assim tão decisivo pra sua personalidade, você tem certeza que as pessoas não estão preparadas pra aceitar…

Assim, você evita sofrimentos desnecessários. Eu não seria uma decepção, não seria algo nojento e asqueroso pra minha família como eu sou hoje. E o melhor de tudo: não seria alguém que estou praticamente vivendo encarcerado aos 21 anos.

As vezes eu acho que é só uma fase. As vezes eu acho que esse nosso estranhamento vai durar pra sempre.

 

O que eu não posso é desistir de ser feliz. E isso nunca vou fazer.

sábado, 11 de setembro de 2010

Dias que passam lentamente

Eu ainda não me recuperei dos últimos dias. E se eu tivesse me recuperado, acho que estaria estranhando.
Mas, de toda forma, também tenho me superado de uma maneira que eu nunca imaginei que fosse conseguir. Aos poucos, tenho enfrentado meus medos, decepções e o que me incomoda de uma forma que eu nunca fiz.
Na dor a gente fica mais forte, sempre mais forte.

E agora eu quero seguir adiante, tenho planos, metas, ideias, suposições, vontades.
Difícil é ter energia pra colocar tudo em prática e em tempo hábil. 
Mas vamos tentando, uma hora as coisas funcionam. Na verdade já tem funcionado, sou eu que não tenho valorizado.

Sabe o que eu mais quero agora? Que os dias passem cada vez mais rápido para que todos esses momentos tristes que eu passei se tornem memórias opacas, daquelas que pouco se lembra. E eu vou conseguir. Espero que o tempo não me engula antes de engolir todo esse sofrimento.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

É o fim

Nesses dois últimos meses, eu vivi o relacionamento mais intenso da minha vida. Quem me conhece, sabe o quanto enfrentei, o quanto lutei e o quanto dei a cara à tapa pra viver esse amor. E sempre fui correspondido. Pelo menos, era o que eu achava.

Quando vc ama alguém, dificilmente tem a sensação de que aquilo de uma hora pra outra pode ruir. É como construir um castelo de carta juntos aos poucos, sem imaginar que o seu parceiro pode simplesmente fazer tudo voar pelos ares.  É assim que eu me sinto. Doei tudo o que eu tinha. Meu carinho, meu sorriso mais sincero, minhas juras de amor que saíram do coração, meus cuidados, meus segredos, meus medos, minhas inseguranças, minhas piadas, minha dedicação, meu esforço... era tudo um filme bom, romance hollywoodiano em sua cena final.

Fui pego tão de surpresa, e nem sei como reagi. Peguei o telefone descendo a Raposo Tavares e aos prantos liguei pra Maiara... mal conseguia falar. Andei  sem nem ver o caminho pela JK e pela Higienópolis. Peguei um 307 rumo UEL lotado sem nem sequer reparar a presença de uma só pessoa, só conseguia sentir essa dor me corroendo. Desci no CCH, encontrei Ione e desabei no choro. Isso sem contar Maiara, Soraia e Mariana, que também me deram o colo que eu precisei.

Acho que o que mais me frustra nessa história toda é ouvir de vc que na verdade foi tudo uma ilusão, que vc na realidade nunca me amou. Foi uma farsa, a joke. E eu como idiota me entregava e acreditava em tudo o que ouvia. Enfrentei meu mundo por vc, mudei minha vida por vc.

E agora meu peito dói, sorrir parece impossível, superar mais impossível ainda. Mas eu vou ter que tentar.

E sabe, nunca vou ter vergonha de ter meus sentimentos tão viscerais desse jeito. De sentir eles escorrendo pelo corpo a cada situação. E de viver tudo intensamente, me entregando sem medo. Cada relacionamento faz a gente crescer, se superar, mudar. E esse foi, sem sombra de dúvidas, o mais incrível que já vivi.

Mas acabou. E eu preciso aceitar.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Rápidas

1

Um grande sonho, daqueles de infância, parece que finalmente vai acontecer. Segui isso como um ideal de vida, um plano pro futuro… futuro que parece finalmente ter chegado. A felicidade é tamanha que eu não consigo parar de sorrir – mesmo com tantos outros problemas graves.

2

A convivência com a minha família tem piorado muito. Acho que é hora de seguir sozinho nessa grande caminhada que é a minha vida. Só assim vou conseguir cruzar a linha de chegada ileso, sem as frustrações cabíveis.

3

Completo dois meses de namoro hoje. Incrível como parece muito mais tempo. Incrível como eu me sinto apaixonado, envolvido, amado, cada dia mais. Cada dia de novo. Cada dia mais uma vez. É o que me faz estar vivo, querer respirar, sorrir… o melhor momento do meu dia…

4

O estresse me derrubou essa semana. Crise de gastrite, febre, dor de cabeça, estafa, esgotamento. Veio tudo de uma vez. E foi complicado. Mas eu preciso superar tudo isso, porque tenho momentos decisivos pela frente. Não posso perder agora. Eu não quero perder agora.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Confissões para você

Adoro quando você liga e diz que se lembrou de mim

E quando me conta um sonho estranho e pega na minha mão rápido

Adoro quando estou quase dormindo e você fica me olhando

E quando é você que está cochilando, sou eu que fico contemplando

Adoro sentir sua respiração enquanto te abraço

E respirar aliviado quando te vejo depois de um dia ruim

Adoro sentir seu cheiro

E gosto mais ainda de lembrar dele quando estou sozinho em casa

Adoro quando você cozinha pra mim

E gosto ainda mais quando te ajudo na cozinha em meio a um e outro beijo

Lembro do dia que você disse que queria arrancar o teto para podermos ver as estrelas deitados na cama

E imagino o dia em que realmente faremos isso

Eu só não gosto quando você esquece que tem a mim

E que quando você estiver triste, eu estou aqui pra te ajudar

Estou aqui pra olhar nos seus olhos e prometer que tudo vai dar certo

Assim como você sempre promete quando choro no seu ombro

Adeus

O e-mail mais triste que já enviei na minha curta vida

 

“Muitos de vocês não conhecem a história do Nintendo Blast como deveriam. Essa história é antes de tudo uma história de amizade e de dedicação. História que terminou ontem pra mim. 

Durante um ano e nove meses eu me dediquei a esse site como nunca me dediquei a nada na minha vida. Junto com o Sérgio - e depois a ajuda de vocês e de tantos outros que deixaram essa equipe - conseguimos conquistar respeito, idealizar e concretizar inovações, quebrar preconceitos. Hoje, sem modéstia, o Nintendo Blast é um dos sites mais interessantes da área, oferecendo um conteúdo diário de qualidade, particular e organizado. Saímos do ostracismo e criamos relações, conquistamos leitores fiéis - sempre com dedicação e amor.

Gostaria de agradecer a todo mundo e dizer que jamais vou esquecer essa "viagem" que foi participar dessa equipe. Saio porque sinto que não faço a mesma diferença que antes. É hora de deixar o site se auto-gerir e o Sérgio tomar as decisões que acha correta, até porque isso já tem sido feito mesmo.

É uma pena tudo isso acontecer, mas as vezes precisamos abrir mão de coisas que amamos. Só espero que vocês cuidem com carinho disso aqui!

Tenho orgulho demais de olhar e dizer que participei do Nintendo Blast.

Um abraço

Gustavo Assumpção”

domingo, 27 de junho de 2010

Há um mês…

Um mês depois, senti a necessidade de contar aqui como tudo aconteceu.

Acho que nós dois temos um pouco de vergonha da maneira como nos conhecemos. Mas isso logo passou quando começamos a conversar insistentemente pelo MSN. Era uma conversa não convencional, daquelas que eu sempre tenho com grandes amigos. Falávamos de muitas coisas, menos de nós, de um possível relacionamento ou de sexo, como é o mais comum.

Fato é que relutei um pouco em te conhecer, apesar de adorar falar com você. Já estava cansado de sofrimentos, de relações onde eu me entregava e depois não recebia nada em troca. Estava cansado de expectativas desleais e de momentos de tristeza. Mas depois de tanto em comum, de tantas conversar leais, eu simplesmente não poderia fugir. Seria te trair. Seria me trair.

Você deu a idéia, eu aceitei. 27 de maio, quinta-feira. Marcamos de nos encontrar no Zuppa, um barzinho lá na Jorge Velho depois do meu estágio e do seu trabalho. Foi difícil pra mim segurar a ansiedade, mas consegui. Logo quando cheguei, já te vi. Fiquei super sem graça, como sempre fico em todo primeiro encontro. Mas você apertou minha mão forte e me olhou com os mesmos olhos expressivos de sempre, fazendo todo aquele sentimento estranho se esvair instantaneamente.

A cada minuto que passava conversando com você (enquanto tomávamos muita coca-cola com gelo e limão, claro), me sentia de alguma forma encantado. E percebia pelos sinais do seu corpo, que estava sendo legal pra você assim como estava sendo pra mim. Você apertava as mãos com voracidade, dava sorrisos prolongados e as vezes só ficava me olhando, sem dizer absolutamente nada. E isso era totalmente recíproco.

Comemos alguma coisa, até que você fez uma piada, da qual nem lembro o contexto. Só me recordo que você disse que conseguia “prever o futuro”. Lancei o desafio e propus que você previsse o que iria acontecer naquele momento. Você simplesmente pegou na minha mão e não disse nada. Mas mesmo que sua voz não tenha dito, seus olhos disseram. E olhos são muito mais sinceros.

Me convidou para ir pro seu ap, ali perto mesmo. Relutei, mas aceitei. No caminho você pegou na minha mão e apertou forte, sorrindo e abaixando a cabeça rápido, de uma forma que demonstrava ao mesmo tempo nervosismo e alegria. Eu sentia meus batimentos cardíacos acelerarem com uma velocidade impressionante. E tudo era muito inédito.

Você me colocou pra dentro, fechou a porta e me tascou um beijo. Mas não era um beijo qualquer. Foi um beijo carinhoso, intenso. Na hora eu te senti meu par, meu cúmplice, meu companheiro. Vi claramente que ali começaria uma relação que eu não poderia simplesmente fugir. E isso já nesse primeiro momento.

É incrível como você me conquistou com momentos tão simples, mas que me marcaram de uma forma única. E hoje, um mês depois posso te dizer sem medo: eu te amo. Muito.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

29 dias

Eu nunca achei que fosse viver uma relação que eu me orgulhasse. Eu sempre pensei que toda a minha vida seria destinada a ilusões, abandonos, momentos de solidão e tristeza. Mas esse último mês tem comprovado que minhas teorias eram muito mais pessimistas do que realmente realistas.

Conheci no dia 27 de maio, alguém que me fez pensar que posso sim ser feliz. E esse pensamento saiu da possibilidade e atingiu o real. Tudo o que eu sempre procurei, encontrei em você. E admiro cada uma dessas características, seja a espontaneidade do seu sorriso, a calma do seu abraço e o carinho do seu beijo intenso e demorado.

Encontrei alguém que faz a leitura do que eu preciso de uma forma que parece quase uma conexão sobrenatural. Alguém que sabe fugir do convencional, sabe ser tolerante e engraçado, inteligente e sensato e consegue me surpreender com ações surpreendentes para alguém tão jovem, mas também com uma personalidade decidida e segura.

Nesse quase um mês que estamos juntos, percebi em você a honestidade mais admirável, o emocional mais bem dosado e o carinho mais absurdamente esperado por mim. Vejo nossa relação como um sonho bom, daqueles difíceis de se ter e mais complicados ainda de manter. E sinceramente, hei de nunca acordar desses momentos tão incríveis que estou vivendo ao seu lado.

Sei que pode parecer absurdo, mas foram os 29 dias em que mais me senti vivo em toda a minha vida. Em que me senti importante, conectado com alguém… apaixonado. Pensei em você em quase todos os momentos que pude, de uma maneira desleal pela saudade e muitas vezes pela distância – que tenho feito o máximo para superar.

Fizemos loucuras, enfrentamos barreiras e estou tendo a certeza, cada dia mais, que você é o que eu preciso para completar essa minha vida tão insossa, por mais dilacerante que isso possa parecer.

Tenho o maior orgulho de te ter pra mim. E vou lutar pra te fazer feliz. Cada dia mais, porque você já me faz o cara mais feliz desse mundo.

sábado, 15 de maio de 2010

Quase

Ando na turma do quase. Quase te beijo, quase te conquisto, quase me sinto feliz, quase me dedico as minhas tarefas… Quase tudo.

E no fim fico com aquela sensação de “poxa, eu poderia estar muito mais longe se realmente estivesse me dedicando”. Fato é que ando comedido de uma forma perigosa, onde o medo do ridículo me faz ficar inerte.

E eu fico no quase. Aliás, esse post quase diz o que eu queria dizer…

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Borracha

Eu achei que eu simplesmente ia apagar tudo, como quem apaga com uma borracha o rascunho de algo mal feito. Eu achei que isso seria possível, mesmo que o esforço e o trabalho fossem grandes e as marcas ficassem no papel.

Mas isso está se mostrando mais impossível do que eu previ. Meu coração ainda acelera quando te vejo, ainda me pego pensando em você e ainda confesso que queria ter você por perto.

Ao que parece o que parecia escrito a lápis na verdade foi escrito à caneta.

sábado, 1 de maio de 2010

Não consigo

Não consigo te esquecer. Simplesmente não consigo. Fecho os olhos e seu sorriso me vem com uma nitidez impressionante. Abro os olhos e percebo que tudo não passa de ilusão… uma ilusão tão grande, que só eu vivi ela, de uma maneira espetacularmente ridícula.

E agora, o que eu faço? Ou melhor, o que foi que eu devia ter feito?

terça-feira, 27 de abril de 2010

Apego

Eu me apego muito fácil a pessoas e situações. E quando preciso entender que eu preciso superá-las, o peso dessa possibilidade é muito maior do que o que eu posso segurar. É mais ou menos quando você precisa entender que nada vai trazer de volta aquele seu amigo que se mudou pra uma cidade distante, nem mesmo todo o carinho e todos os momentos que vocês viveram juntos.

E se apegar é também resultado de sofrimento. Quem passa a gostar, precisa conviver depois com o desgosto, numa equação sempre desleal e inumana. Tenho pra mim que só serei plenamente feliz o dia em que aprender que as pessoas simplesmente não gostam de afeição, tem medo do que pode acontecer e preferem outros tipos de relações para suas vidas.

Mas eu simplesmente não vou mudar. Sou assim. E um dia vou encontrar malucos pirados para seguirem ao meu lado esse preceito. E sim, caminharemos felizes por ruas estreitas falando bobagens, olhando nos olhos, falando sobre assuntos torpes e trocando beijos demorados.

Não ligue, esse foi apenas um devaneio meu que não faz sentido algum. Obrigado pela compreensão.

domingo, 25 de abril de 2010

Recomeço

Recomeçar quando todas as suas expectativas foram para o ralo, é algo desleal, complicado e muito difícil. Mas quando isso acontece, simplesmente não há escolha. Você precisa fazer.

Estou nesse momento. Depositei meus sonhos, meus sentimentos, meus sorrisos mais verdadeiros, meus olhares desencontrados na nossa relação. Mas não foi suficiente. Não deu certo. Não funcionou.

Agora é hora de pegar o que restou, guardar com cuidado e olhar pra frente. Esquecer essa sensação de fracasso e me jogar em outras possibilidades. Porque outras possibilidades vão surgir. E eu não vou deixar elas escaparem.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Miscelânea

Tédio

Momento

Ócio

Tedioso momento do ócio

Sorriso inexistente, pancada na mesa, sangue fervente

Abraço metódico, compostura social, medo de envolvimento

Sozinho

Fim