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segunda-feira, 22 de novembro de 2010

UEL – O início

Amanhã é o último dia importante desses mais de 1000 que passei na UEL. Pode parecer que passou rápido, mas nesses quatro anos eu vivi tanta coisa… mudei tanto… cresci tanto… aprendi tanto… É engraçado como tudo é um processo, e na verdade você pouco percebe no dia a dia o quanto aquilo de trouxe de novo. Só que se você parar pra pensar e pra avaliar, vc percebe que hoje é uma outra pessoa – muito diferente daquele poço de insegurança que conquistou aquela vaga na UEL em 2007.

Era um menino bobo, inocente e principalmente sonhador aquele que adentrou os limites do CECA. Me lembro bem que não sabia onde era nada, absolutamente nada. Era a primeira vez que eu estava ali. No primeiro momento, perguntei pro Seu Luís onde era a sala de aula do primeiro ano. Sempre atencioso ele me explicou direitinho, tanto que consegui chegar lá sem maiores problemas. Na porta encontro o Adam encostado, com um semblante apreensivo. Puxei assunto e ficamos por um tempo conversando. Logo chegou o César, Márcia, Felipe, Thais, Kiki, Henrique… e tantos outros.

Lembro bem que eu tinha uma vontade imensa de conhecer todo mundo, saber o cada um pensava, como agia, o que esperava. Mas eu era tão tímido q só troquei meia dúzia de palavras com alguns (poucos) colegas de sala. A primeira aula foi da Maria Helena, que ainda conservava o jeito bravo e disciplinador das professoras da época do colégio. Sentei entre a Kiki e a Thais. Lembro que as duas me encantaram rapidamente. Sabia que ali estavam duas grandes amigas… e não me enganei.

É estranho porque logo depois veio o trote… e eu raramente lembro dos momentos em que ele aconteceu. Deve ser culpa da minha memória seletiva, sei lá. Só lembro que foi ruim, mas não sei ao certo porque.

Esse meu primeiro ano na UEL foi horrível, salvo raras exceções. Eu me sentia muito inferior ao resto do pessoal, tinha problemas com meu jeito, minha aparência e principalmente minha capacidade. Foi só lá no final do ano que as coisas mudaram… Lembro claramente da Karen Debértolis elogiando um texto meu e dizendo que eu escrevia direitinho pro jornalismo. Cara, aquele foi meu primeiro elogio em todo o primeiro ano – e olha que eu me esforcei muito pra merecer ele…

No final do ano, um baque. A Kiki resolveu abandonar o curso. Não era o que ela queria, ela estava infeliz. E eu não poderia se egoísta a ponto de pedir pra ela ficar. E olha que eu fiz o que eu pude: trabalhos, matérias, tentava animá-la, jogar conversa fora, andar pelo calçadão da UEL à toa… qualquer coisa. E nada surtiu muito efeito. (O bom é saber que hoje ela está feliz – o que também me faz muito feliz).

E é tão bom ver onde aquele menino que não conhecia nada da vida chegou… Meu, sou alguém completamente diferente hoje… e no melhor sentido que essa expressão pode ter. Apesar da vida estafante e dos problemas constantes, não troco essa personalidade construída ao longo desses anos por nada. A UEL me deixou muitas marcas. E eu vou lembrar com carinho de todas elas pra sempre.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Dois anos e meio

As vezes me pergunto se realmente a universidade me fez crescer nesses dois anos e meio. É só refletir um pouco e ver que minhas principais mudanças foram com relação ao aspecto mais pessoal do que relativo a minha formação. Com a necessidade do curso, me tornei mais aberto, tolerante e principalmente decidido no que eu quero. Se olhar lá pra trás, era um outro Gustavo que triste e sozinho que adentrava o que pra ele era um sonho.

Mas com todo esse tempo dedicado a me formar, sinto que é tudo muito ralo ainda. Ano que vem, se tudo ocorrer bem, me formo e tenho certeza que ainda vou ter a sensação de agora: ainda é insuficiente. Aprendi muito pouco. Aproveitei muito pouco.

Percebo agora que a Universidade só faz sentido se você estiver disposto a estudar muito. Se envolver em projetos, discussões. Sinto que entrei despreparado para me sentir a vontade em participar disso tudo. Hoje trabalhando, o tempo impede que eu me aprofunde mais e me dedique mais. Sinto que estou fazendo bem menos do que deveria… mais uma vez.

É complicada essa sensação de ver que o tempo passou e você pouco aproveitou dele.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Eco

Ontem chegamos para a aula de Comunicação e Cultura com a sensação de que não seria muito diferente do que comumente a aula é (não que isso seja ruim). Só que felizmente estávamos errados.

Pela primeira vez nesses mais de dois anos de curso, fomos verdadeiramente ouvidos. Discutimos os caminhos da disciplina, traçamos rotas, fizemos perspectivas. Fomos honestos. Confessamos nossas confusões, nossas irritações, nossos questionamentos.

É sempre importante se sentir ouvido. Ainda mais quando isso parte de um professor. Prova de que nem todas as utopias são verdadeiramente utopias.