sexta-feira, 25 de março de 2011

Viver é exercer liquidez

“Fixar-se ao solo não é tão importante se o solo pode ser alcançado e abandonado à vontade, imediatamente ou em pouquíssimo tempo. Por um outro lado, fixar-se muito fortemente, sobrecarregando os laços com compromissos mutuamente vinculantes, pode ser potencialmente prejudicial, dadas as novas oportunidades que surgem em outros lugares” (Zygmund Bauman em Modernidade Líquida)

Modernidade Líquida é uma das obras mais importantes para se entender o papel do cidadão na sociedade dita pós-moderna (e mais que isso, entender de que forma se organiza a vida desse sujeito).

É complicado perceber que hoje em dia, criar laços é tender ao fracasso. Se sentir bem no seu lugar, convivendo no mesmo círculo de amizades e exercendo diariamente as mesmas funções sociais só pode resultar em um ser que perde oportunidades. Fixar-se é deixar de experimentar ideias novas, conceitos novos e ambientes novos.

Se a propriedade que melhor exemplifica a vida atual é a liquidez, seria essencial adotar um estilo de vida cada vez menos fixo, relações mais voláteis e mais adaptáveis e atividades menos recorrentes. Também é preciso saber a hora de largar tudo e arriscar, afinal nos riscos se esconde um novo mundo.

Novo mundo que, possivelmente, não será mais fácil (ou melhor) que o velho que você deixou para trás…

2 comentários:

Kiki disse...

Cara, eu não gosto dessa coisa de liquidez. Concordo plenamente de que hoje em dia o sucesso tá em 'ser volátil', mas detesto isso...

Gosto de ter quem eu amo por perto, gosto de me apegar, de saber onde estou, de me sentir segura.

Eu sempre soube que era antiquada :P
hahaha

Saudade...

Super beijo! ;)

Gustavo Assumpção disse...

É só ver um comentário seu que eu fico feliz. Saiba que eu também sou assim, meio antiquado!

Saudades insanas!