Um mês depois, senti a necessidade de contar aqui como tudo aconteceu.
Acho que nós dois temos um pouco de vergonha da maneira como nos conhecemos. Mas isso logo passou quando começamos a conversar insistentemente pelo MSN. Era uma conversa não convencional, daquelas que eu sempre tenho com grandes amigos. Falávamos de muitas coisas, menos de nós, de um possível relacionamento ou de sexo, como é o mais comum.
Fato é que relutei um pouco em te conhecer, apesar de adorar falar com você. Já estava cansado de sofrimentos, de relações onde eu me entregava e depois não recebia nada em troca. Estava cansado de expectativas desleais e de momentos de tristeza. Mas depois de tanto em comum, de tantas conversar leais, eu simplesmente não poderia fugir. Seria te trair. Seria me trair.
Você deu a idéia, eu aceitei. 27 de maio, quinta-feira. Marcamos de nos encontrar no Zuppa, um barzinho lá na Jorge Velho depois do meu estágio e do seu trabalho. Foi difícil pra mim segurar a ansiedade, mas consegui. Logo quando cheguei, já te vi. Fiquei super sem graça, como sempre fico em todo primeiro encontro. Mas você apertou minha mão forte e me olhou com os mesmos olhos expressivos de sempre, fazendo todo aquele sentimento estranho se esvair instantaneamente.
A cada minuto que passava conversando com você (enquanto tomávamos muita coca-cola com gelo e limão, claro), me sentia de alguma forma encantado. E percebia pelos sinais do seu corpo, que estava sendo legal pra você assim como estava sendo pra mim. Você apertava as mãos com voracidade, dava sorrisos prolongados e as vezes só ficava me olhando, sem dizer absolutamente nada. E isso era totalmente recíproco.
Comemos alguma coisa, até que você fez uma piada, da qual nem lembro o contexto. Só me recordo que você disse que conseguia “prever o futuro”. Lancei o desafio e propus que você previsse o que iria acontecer naquele momento. Você simplesmente pegou na minha mão e não disse nada. Mas mesmo que sua voz não tenha dito, seus olhos disseram. E olhos são muito mais sinceros.
Me convidou para ir pro seu ap, ali perto mesmo. Relutei, mas aceitei. No caminho você pegou na minha mão e apertou forte, sorrindo e abaixando a cabeça rápido, de uma forma que demonstrava ao mesmo tempo nervosismo e alegria. Eu sentia meus batimentos cardíacos acelerarem com uma velocidade impressionante. E tudo era muito inédito.
Você me colocou pra dentro, fechou a porta e me tascou um beijo. Mas não era um beijo qualquer. Foi um beijo carinhoso, intenso. Na hora eu te senti meu par, meu cúmplice, meu companheiro. Vi claramente que ali começaria uma relação que eu não poderia simplesmente fugir. E isso já nesse primeiro momento.
É incrível como você me conquistou com momentos tão simples, mas que me marcaram de uma forma única. E hoje, um mês depois posso te dizer sem medo: eu te amo. Muito.
Um comentário:
AIAIAIAIAIAIAIIAIAIAIAIAIAIAAAIAIAI *tendo os mesmos surtos do Twitter*
Achei lindo, lindo, lindo o texto e o que você viveu/vive. <3
Muita, MUITA, sorte, paz e amor pra vocês. #HippieDoCalçadãoFeelings Q
Beijos~
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