sexta-feira, 12 de março de 2010

BFF

Muita coisa mudou desde o fim de 2008, quando acabei conhecendo o que considero hoje meu melhor amigo. Foi totalmente ao acaso, naquelas situações que só pode ser obra do destino. Fato é que rapidamente comecei a perceber que tanta coisa em comum, tantas conversas continuadas, tantas confissões e conselhos, só poderiam resultar em uma bela amizade.

E foi assim que aconteceu. Minha vida mudou tanto nos últimos meses, que eu sinto que seria muito, mas muito difícil mesmo, chegar até aqui se eu não tivesse o seu apoio. Me sinto, e isso por várias vezes, como se estivéssemos lado a lado, um olhando nos olhos do outro e você me confortando.

Talvez eu seja egocêntrico, como você mesmo fala, mas o principal motivo disso é que eu quero você perto. Pra contar as histórias absurdas, pra discutir sobre algum assunto banal, pra desabafar… Você é aquele tipo de amigo que eu pensei que só existia no cinema, de tão perfeito e coerente.

Essa sua coerência me deixa profundamente irritado. Tanto que eu queria que algumas vezes você pudesse ser mais livre e permitisse que eu fosse livre junto. Que me desse a mão e me apoiasse nas minhas loucuras – e você pode ter certeza que eu te apoiaria nas suas.

Não quero que o que fiz errado seja relevado, não é isso. Quero é ter a sua compreensão quando tiver vontade de fazer algo fora do que estamos acostumados.

O que dá pra dizer é que eu tenho muito medo de te perder. E eu tenho a certeza que se isso acontecer a culpa é toda minha. Primeiro porque sou exagerado, desequilibrado e confuso. Segundo porque eu deveria relevar muita coisa. Por você. Pela nossa amizade.

Um comentário:

Micael disse...

Eu ainda sou muito novo neste mundo. Neste mundo chamado amizade, de poder entender exatamente o que signifique um amigo.

Por isto mesmo tenho muito receio de usar a palavra "amigo" mas creio fortemente que mesmo que eu não descorto o que é isso cheguei muito perto daquilo. Porque aprendi a me abrir. E só me abri desta forma porque me senti seguro para fazer isto, em tal nível ou até maior que você escreveu este texto.

Às vezes o que falta pra ele é esta mesma segurança. Não segurança consigo mesmo, porque isso aprosiona, mas a segurança de saber que vai ter alguém a "socorrer" caso seja necessário. Isto liberta.