1985. Segundo ano do Sambódromo da Marquês de Sapucaí. Fernando Pinto, carnavalesco já consagrado, apresenta um enredo completamente diferente do que usualmente vemos na sempre inovadora Mocidade. “Ziriguidum 2001 – Um Carnaval nas Estrelas” tentava contar como seria um desfile de escola de samba… no espaço sideral. Mestre sala faz sua evolução com o brilho de uma estrela e porta-bandeira gira com a perfeição da órbita dos planetas. Seres extraterrenos caem no samba ao ouvir o som da bateria. O povo se agita. Hoje é Carnaval!
Já se passavam das oito da manhã quando a escola entrou na avenida. Mas o que mais encantou naquele momento foi a fantástica concepção visual que o carnavalesco conseguiu iluminado pelos raios de sol que pareciam comtemplar a festa como nunca fizeram. Saíram as alegorias paradas do passado e entraram o movimento, os carros vazados, brilhantes, gigantescos. A evolução impecável foi carregada pelo canto a plenos pulmões de um dos grandes sambas do Carnaval Carioca em todos os tempos:
Quero ver no céu minha estrela brilhar
Escrever meus versos à luz do luar
Vou fazer todo o universo sambar!
Até os astros irradiam mais fulgor
A própria vida de alegria se enfeitou
Está em festa o espaço sideral
Vibra o universo hoje é carnaval!
Uma pena não ter vivido esse momento de perto. Uma pena.
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