"Quando você é jovem, você sempre sente que a vida ainda não começou -- que a 'vida' está sempre programada pra começar na próxima semana, no próximo mês, no próximo ano, depois das férias -- quando quer que seja. Mas então, de repente, você está velho e a vida programada não chegou. Você se pega perguntando: "Bem, então o que era exatamente que estava me acontecendo -- aquele interlúdio -- aquela loucura embaralhada -- durante todo aquele tempo?" "Primeiro o Amor, Depois o Desencanto" (Douglas Coupland) Via Hellness
Talvez a sensação de que o tempo passou não seja tão confortável quando pode parecer. Ver que os dias se esvaíram como a areia que cai da ampulheta mostra que num piscar de olhos a areia terá um fim e nossa vida por aqui também. Quando se é jovem, pouco pensamos no futuro. Afinal, ele está lá, tão longe, tão distante, que nem vale a pena perder tempo com ele. Mas o insistente disparar das horas transforma o que no passado era a menor das angústias na maior preocupação.
O tempo não perdoa. Nem eu, nem você, nem ninguém. O mesmo tempo que corrói a nossa vida é o tempo que cauteriza as nossas angústias. Dualidade difícil de entender…
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