quinta-feira, 16 de abril de 2009

Auto-falácia temporal

old_clocksSerá muito egocentrismo da minha parte querer falar um pouco sobre o que eu penso, quem eu sou, o que eu faço? Acho que não. Principalmente se for levado em consideração que se existe um espaço público para que isso seja feito, então ele deve ser usufruído.

Passei alguns bons minutos tentando encontrar um nome diferente, impessoal e que ao mesmo tempo tivesse uma carga de significação interessante para esse blog. Resultou no nome que você leu acima.

Relembrei da expressão ontem na aula de Comunicação e Cultura. Eu já conhecia ela há quase um ano, influenciada por um documentário que assisti recomendado por um amigo, documentário esse taxado pelos críticos de revolucionário e esquerdista. Seu nome: Zeitgeist, o Filme.

De produção modesta, o documentário é cansativo e denso, mas traz algumas noções bastante interessantes. A premissa principal dele é fazer a desmitificação do mundo pós-moderno e mostrar que na verdade “O mundo inteiro é um palco”, onde existem manipuladores, manipulados e cenários para a manipulação.

Em suma, Zeitgeist (o filme) luta exatamente contra o conceito do Zeitgeist. Esse espírito opressor que diz que as coisas devem continuar sendo como são. Norteamentos que na verdade cegam as possibilidades e criam a ligeira noção de que sempre estamos “acostumados” com a ordem vigente. Tanto que a parte mais contundente do filme é uma exacerbação de como o sistema financeiro mundial é apenas ficção, nada mais que um jogo.

Bem é isso. Acho que pro começo, já fui longe demais.

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